Feb 23, 2007 4
Fruto Proibído

Sabes quantos frutos há no mundo? Tantos como aqueles que possas provar. Eu já provei todos, mas não os contei. Desde a Bacuri da Amazonia, passando pela Tâmara dos oásis africanos, até ao Noni do Hawai. Mas nenhum se compara ao fruto proibído, que é aquele que eu provo contigo. Sabe a baton do cieiro e a chiclete de framboesa. É suculento como os diospiros, mas não suja tanto as mãos. Precisa de climas quentes e húmidos, como os frutos tropicais, e também faz bem à pele como a Goiaba. O cheiro é intenso. Cheira ás ruas de Grass no século XIV, a casa dos perfumeiros franceses, por onde já passou tudo o que havia para cheirar. É da cor do arco-iris na pele de um camaleão. Não tem forma. Assume a aparência do teu corpo contra o meu, nesta cama que a noite aqueceu. Não cresce nas árvores, nem se planta no chão. Nasce na palma da tua mão, filho do indicador e do polegar, que ainda não sabem o que é amar. É áspero como o Kiwi e ao mesmo tempo suave como Manga. Trago o teu cheiro comigo, o cheiro do fruto proibído, aquele que tem mais sabor, o mais apetecido, que só é proibído porque é consumido contigo.
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