Suspeito do Costume

Os ecados são muitos mas eu só conto sete…

Fruto Proibído

Sabes quantos frutos há no mundo? Tantos como aqueles que possas provar. Eu já provei todos, mas não os contei. Desde a Bacuri da Amazonia, passando pela Tâmara dos oásis africanos, até ao Noni do Hawai. Mas nenhum se compara ao fruto proibído, que é aquele que eu provo contigo. Sabe a baton do cieiro e a chiclete de framboesa. É suculento como os diospiros, mas não suja tanto as mãos. Precisa de climas quentes e húmidos, como os frutos tropicais, e também faz bem à pele como a Goiaba. O cheiro é intenso. Cheira ás ruas de Grass no século XIV, a casa dos perfumeiros franceses, por onde já passou tudo o que havia para cheirar. É da cor do arco-iris na pele de um camaleão. Não tem forma. Assume a aparência do teu corpo contra o meu, nesta cama que a noite aqueceu. Não cresce nas árvores, nem se planta no chão. Nasce na palma da tua mão, filho do indicador e do polegar, que ainda não sabem o que é amar. É áspero como o Kiwi e ao mesmo tempo suave como Manga. Trago o teu cheiro comigo, o cheiro do fruto proibído, aquele que tem mais sabor, o mais apetecido, que só é proibído porque é consumido contigo.

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