Feb 2, 2009 0
Fazer face à crise

Como fazer face à crise? É uma pergunta que paira não só nas cabeças dos portugueses, como também por esse mundo fora.
Eu não tenho uma fórmula mágica, mas deixo alguns conselhos direccionados aos comuns mortais sem grande capital para investimentos e com um trabalho das 9h ás 17h, que podem fazer com que este ano de 2009 seja mais “suave” financeiramente:
- Fazer uma tabela que inclua os rendimentos e as despesas fixas, definindo também uma percentagem que cada um considere razoável (eu frequentemente opto pelos 20%) para os “extras”.
- Não ter uma elevada quantia de dinheiro na conta à ordem. Inconscientemente, isto origina um descontrolo maior, porque o número que vemos ainda está muito longe do zero. É preferível optar por ter duas contas, uma à ordem e outra que funciona como “gaveta” com um juro muito baixo (sistema já adoptado por muitos bancos como é o caso do BES e do Santander). Na conta corrente, deixar apenas o dinheiro necessário para fazer face às despesas mensais e aos “extras”, calculadas no ponto anterior, sendo que o restante deve ser investido.
- Apesar de terem um juro muito baixo, por uma questão de segurança a maioria das pessoas opta por manter uma conta a prazo com as suas poupanças. Não considero que esta seja uma má ideia, porém há contas a prazo que compensam mais do que outras. Em geral, as contas comercializadas pelos bancos apresentam uma taxa de juro que eu considero ridícula, face ao tempo em que temos o dinheiro parado disponível para as transacções do nosso banco. Já pensaram no que seria uma conta a prazo com um rendimento de 8% a 10% mensal, sobre o capital investido? Actualmente isso já é possível.
Existe por exemplo a conta BesNet Rendimento Extra , à qual sugiro que dêem uma vista de olhos. Este tipo de conta normalmente só está disponível para comercialização num determinado dia do mês, sendo que a cada subscritor é dado um número, de acordo com a ordem pela qual fizeram a aplicação. Aos números pares é dado o juro de 3%, aos ímpares 10%. É uma questão de timing, mas se pensarmos um bocadinho, nem é preciso assim tanta sorte como isso. Deixo também a tabela comparativa, comercializada pelo Millenium BCP. A prioridade deve ser investir pequenos montantes em aplicações de alto risco (acções, etc) e grandes montantes em aplicações seguras, como os depósitos a prazo.
- Optem também por comparar preços. Hoje em dia nas grandes superfícies existe uma grande competição entre as empresas. Não estou a falar de saldos, nem de cowboiadas do género, mas sim de optarmos por economizar nas marcas, optando por adquirirmos produtos das chamadas marcas brancas ao invés dos que nos habituamos a ver publicitados na televisão.
Espero que considerem estes conselhos úteis, e que comentem este post, caso tenham ideias para propor, que terei todo gosto em divulgá-las no futuro. Adiem as grandes compras, mas não tenham medo de comprar nem percam a confiança nos bancos. Apenas conseguiremos sobreviver aos próximos dois anos se nos unirmos. Se remarmos cada um para o seu lado, o barco não sai do sítio.


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