Suspeito do Costume

Os ecados são muitos mas eu só conto sete…

Fazer face à crise

Como fazer face à crise? É uma pergunta que paira não só nas cabeças dos portugueses, como também por esse mundo fora.
Eu não tenho uma fórmula mágica, mas deixo alguns conselhos direccionados aos comuns mortais sem grande capital para investimentos e com um trabalho das 9h ás 17h, que podem fazer com que este ano de 2009 seja mais “suave” financeiramente:

- Fazer uma tabela que inclua os rendimentos e as despesas fixas, definindo também uma percentagem que cada um considere razoável (eu frequentemente opto pelos 20%) para os “extras”.

- Não ter uma elevada quantia de dinheiro na conta à ordem. Inconscientemente, isto origina um descontrolo maior, porque o número que vemos ainda está muito longe do zero. É preferível optar por ter duas contas, uma à ordem e outra que funciona como “gaveta” com um juro muito baixo (sistema já adoptado por muitos bancos como é o caso do BES e do Santander). Na conta corrente, deixar apenas o dinheiro necessário para fazer face às despesas mensais e aos “extras”, calculadas no ponto anterior, sendo que o restante deve ser investido.

- Apesar de terem um juro muito baixo, por uma questão de segurança a maioria das pessoas opta por manter uma conta a prazo com as suas poupanças. Não considero que esta seja uma má ideia, porém há contas a prazo que compensam mais do que outras. Em geral, as contas comercializadas pelos bancos apresentam uma taxa de juro que eu considero ridícula, face ao tempo em que temos o dinheiro parado disponível para as transacções do nosso banco. Já pensaram no que seria uma conta a prazo com um rendimento de 8% a 10% mensal, sobre o capital investido? Actualmente isso já é possível.
Existe por exemplo a conta BesNet Rendimento Extra , à qual sugiro que dêem uma vista de olhos. Este tipo de conta normalmente só está disponível para comercialização num determinado dia do mês, sendo que a cada subscritor é dado um número, de acordo com a ordem pela qual fizeram a aplicação. Aos números pares é dado o juro de 3%, aos ímpares 10%. É uma questão de timing, mas se pensarmos um bocadinho, nem é preciso assim tanta sorte como isso. Deixo também a tabela comparativa, comercializada pelo Millenium BCP. A prioridade deve ser investir pequenos montantes em aplicações de alto risco (acções, etc) e grandes montantes em aplicações seguras, como os depósitos a prazo.

- Optem também por comparar preços. Hoje em dia nas grandes superfícies existe uma grande competição entre as empresas. Não estou a falar de saldos, nem de cowboiadas do género, mas sim de optarmos por economizar nas marcas, optando por adquirirmos produtos das chamadas marcas brancas ao invés dos que nos habituamos a ver publicitados na televisão.

Espero que considerem estes conselhos úteis, e que comentem este post, caso tenham ideias para propor, que terei todo gosto em divulgá-las no futuro. Adiem as grandes compras, mas não tenham medo de comprar nem percam a confiança nos bancos. Apenas conseguiremos sobreviver aos próximos dois anos se nos unirmos. Se remarmos cada um para o seu lado, o barco não sai do sítio.

Saudades

Todos nós as temos. Pode ser de um amigo, de um animal, de um carro, do Sol ou de um momento especial… São tantas as possibilidades e todos as sentimos, à nossa maneira. Às vezes começamos a senti-las mesmo antes de termos razões para isso. Começam num formigueiro na parte de trás da cabeça e terminam na ponta de um longo suspiro. Eu tinha saudades de escrever.

De cara lavada

Voltei. De cara lavada e com a mão fechada, para enfrentar mais um ano de entrelinhas.

Gerês

Aqui vos deixo os momentos Kodak das melhores e mais agitadas férias de sempre!

Apresento-vos o Mike. A partida parece inofensivo, mas foi este animal que nos barrou o caminho e nos impediu de completar o trilho pela montanha. Aqueles cornos vistos de longe pareciam bem perigosos! Depois de uma experiência com cães selvagens, decidimos não arriscar!

É de mim ou este cavalo tem a mania?

É dificil ser turista no Gerês. As próximas férias serão na praia, definitivamente. Já chega de monte e animais selvagens!

Amor

Sabias que há em Portugal, uma terra chamada Amor? Fica ali bem pertinho de S. Pedro de Moel, a meia hora, pelo pinhal. Eu sei que te prometi lá ir no próximo Verão, mas…

Vamos hoje?

No meu tempo

Eu sou do tempo em que as rosas tinham cheiro e os trevos, quatro folhas. Quando eu nasci, os meus pais não sabiam o meu sexo e usava fraldas de pano. Cresci na rua, com as mãos cheias de terra e os joelhos com nódoas negras. Quando queria falar com os meus amigos berrava-lhes da janela da minha casa, ou esperava que eles chegassem à escola, no dia seguinte. Nas aulas, o professor sabia mais do que eu, e isso não era problema para mim. Aprendi a tabuada e a calcular a raiz quadrada num papel. No meu tempo, tinha uma semanada de 500 escudos que durava até ás gomas de sexta-feira e estava longe de imaginar que ia passar a vida a dividir Euros por dois. Existiam drogarias, mercearias e vendedores ambulantes que tinham na sua caixa todos os cromos que faltavam nas minhas cadernetas. Escreviam-se cartas de amor e as meninas não diziam que sim à primeira. No meu tempo, o Verão durava três meses, estava Sol todos os dias e não se podia levar pipocas para o cinema. O ano tinha quatro estações e eu sabia quando tinha de vestir um casaco ou usar uma t-shirt. No meu tempo, tudo o que eu sabia das raparigas era que não serviam para jogar à bola nem gostavam de andar à porrada. Todos os dias me deitava ás 22h e aos fins-de-semana levantava-me ás 6h da manhã, para ver os desenhos animados que duravam até ás 13h. Ainda sou do tempo em que os presentes de Natal só se abriam no dia 25 de manhã e em que o Pai Natal era vermelho. Ia à catequese ao sábado de tarde e à missa ao domingo de manhã, embora não gostasse muito. Cresci sem saber o que é um telemóvel, um Big Mac, um shopping, um computador e a Internet.

O que é que fizeram ao mundo nos últimos 10 anos?

O Drama, A Tragédia, O Horror

Pois é, hoje sofri um choque do qual não sei quando nem como irei recuperar. Os mais sensíveis podem parar de ler agora… Apenas os mais corajosos, ou aqueles que, como eu, têm mais curiosidade do que medo, podem continuar. Mas advirto que estão por vossa conta e risco. O responsável por este blog, assim como quem gere o servidor, não se responsabilizam por eventuais danos causados pelas letras aqui transcritas, nem tão pouco se dão indeminizações, porque o dono deste blog é pobre. Posto isto, e considerando-vos avisados, cá vai:

O QUITOSO VAI DEIXAR DE SER COMERCIALIZADO!

Espero não ter sido muito brusco com as palavras, mas dar más notícias nunca foi o meu forte. Mas sim, é mesmo verdade. O mítico remédio dos piolhos e outros males que atacam as zonas capilares (superiores e inferiores) vai acabar para sempre. E “porquê mundo cruel???”, perguntam vocês… Pois eu respondo. A razão pela qual vão matar este icone da nossa infância é porque, imaginem só, o quitoso viola os direitos dos bichinhos. Parece que o Quitoso assassinava brutalmente os bichos por envenenamento. Por isso, as associações de defesa dos direitos dos animais deram um murro na mesa e disseram “Basta!”. Então substituindo o Quitoso, foi lançado um novo fármaco completamente diferente. Este, mata piolhos e chatos por asfixia! Aposto que eles se sentem muito melhor ao deixar este mundo! Envenenamento não! É cruel! Asfixia? Porque não? Para se perceber melhor de que bichos eu estou aqui a falar, deixo-vos uma foto com um pequeno exemplo que, mais uma vez, é por vossa conta e risco visualizar:

Aviso: Conteúdo explícito! Não abrir!

Para chegarem até esta linha, é porque são uns valentes, cá dos meus, por isso merecem ver uma foto tirada ao quitoso, dos tempos em que ele não fazia ideia de que ia ser assim brutalmente assassinado. Mas carreguem no link, apenas se partilharem a minha dor:

Amigo Quitoso, até sempre!

Hoje, o mundo está mais pobre. Aos poucos vão-nos tirando as memórias. Querem-nos mudar à força. Primeiro, acabaram com o Dartagnan, e substituiram-no por um pulguento de quatro patas com o nariz vermelho. Depois, acabaram com o Dragon Ball e puseram a pipi das meias altas com mamas de silicone em horário nobre. Agora o quitoso… Que mais virá a seguir?


Resoluções de Ano Novo e o Regime Nazi

Hoje caiu-me o queixo, enquanto calmamente no café lia o meu jornal (sim comecei a frequentar cafés desde 1 de Janeiro deste mesmo ano, desde que os não-fumadores assumiram o poder). Então não é que a menina Juliane Ziegler, um encanto de menina por sinal, foi despedida depois de ter dito Arbeit Macht Frei num programa em directo (daqueles que a menina Liliana Aguiar faz por cá).


Para quem ainda está a pensar “Mas que raio é que o gajo tá para aqui a dizer? Ele num costumava por só parvoeiras escritas já entoldado com dois copos? Notícias? Arbeit Macht Frei?” Sim é verdade, este blog costumava ser parvo, assim como quem o escreve, mas isso era nos bons velhos tempos de 2007. Agora não. Estamos em 2008, e toda a gente merece um “fresh start”, inclusivé este blog, parvo e cinzento. Faz parte das resoluções de ano novo, tornar este espaço num espaço de cultura e eleição, não podendo ser parvo mais do que uma vez por mês (ok, duas, nos meses mais dificeis).

Anyway, voltando ao nosso assunto, Arbeit Macht Frei era a inscrição gravada por cima da entrada dos campos de concentração Nazis, durante a Segunda Guerra Mundial, que quer dizer nada mais nada menos que um irónico “O trabalho liberta“. Eu não queria estar na pele dos alemães, porque se há povo com telhados de vidro é aquele. Vivem com o constante receio de que algures no mundo, alguém ainda se lembre daquele grande líder nacionalista, que em tempos elevou bem alto a grande nação alemã… Tão alto, que quando caiu partiu-se toda aos bocadinhos a que, para não ficarem sem nome, se deu o nome de Europa. Mas será que ainda fará sentido a legislação alemã proibir certas e determinadas expressões, alusivas ao regime nazi? Não estarão assim a perpetuar a herança infeliz que o Sr. Adolf deixou (não posso dizer Hitler, porque se o administrador do www.blog.com for alemão, ainda despede o meu cantinho, e isso sim era uma tragédia)? Tenham juízo e dêm emprego à menina.

Heil Juliane Ziegler, o povo está contigo.

Saco de Gomas

Leves dias,
Intensas magias…
Brotam suaves aromas
De um saco de gomas

***

Enquanto o meu cansaço
Se acalma no teu abraço,
A noite cai sozinha,
Numa rua que não é minha.

***

Eu não sei escrever
Mas tu não sabes ler
Somos felizes, calados
Nesta concha, fechados

***

O livro que escreveste
Só tem uma página.
A fotocopia que me deste,
Diz que é aqui que termina.

Beijo


Este Natal quero
um beijo verdadeiro, daqueles com sabor e cheiro, sem pressa de acabar.
Não quero um beijo rouco, daqueles que sabem a pouco, tímidos e de lingua escondida, com a saliva quase esquecida, sem nariz no final.
Quero um beijo sincero, que me queira tanto como eu o quero, com a força de um animal.
Não quero um beijo mortal, porque o meu beijo tem de ser eterno, mesmo que eu vá para o inferno!
Quero um beijo provocante, durante dias a fio, que me sirva de calmante, neste mundo sombrio.
Não quero um beijo carnal, sem um sentimento verdadeiro… Não quero mais ser banal, em vez de amar por inteiro!
Quero um beijo egoista, como numa página de revista ou nas folhas dos jornais… Quero um beijo daqueles que não se esquecem nunca mais!

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